segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O cultivo orgânico e sustentável do
milho verde preserva solo e gera componentes
para outras culturas


O milho é uma planta originária da América Central com grande capacidade de adaptação a diversos climas, sendo plantado em praticamente todas as regiões do mundo, ao nível do mar e em regiões montanhosas, em climas úmidos e regiões secas. O milho verde faz parte da culinária brasileira, originária dos índios que aqui sempre viveram. O milho-verde (assim denominado por ser colhido antes de amadurecer) é consumido verde, cozido ou assado na espiga. Existem várias espécies e variedades de milho, todas pertencentes ao gênero Zea. O milho-verde pode ser comprado na espiga, com ou sem palha. Os grãos devem estar bem desenvolvidos, porém macios e leitosos. A palha deve apresentar-se com aspecto de produto fresco e cor verde viva. Para consumo em saladas, assado ou cozido, prefira os grãos mais novos. O milho também pode ser consumido na forma de suco e ingrediente para fabricação de bolo, biscoitos, sorvetes e pamonhas. A planta de milho pode ser aproveitada praticamente em sua totalidade. Após a comercialização das espigas, os restos da planta podem ser aproveitados para posterior incorporação ou como cobertura do solo para plantio direto, ou ainda, sendo triturado para compor a silagem para a alimentação animal.
    O milho é um dos alimentos mais nutritivos que existem. Além dos minerais, o milho verde é rico em vitaminas, em especial as do complexo B, muito importante para o bom funcionamento do sistema nervoso. Estudos realizados na Espanha revelaram que o consumo de milho, associado a cerejas, aveia e vinho tinto, retarda os efeitos da idade no organismo. A razão seria que esses alimentos apresentam alto teor de melatonina, substância produzida em pequenas quantidades pelo corpo, que tem propriedades antioxidantes e atrasa a degeneração. Além disso, o grão também contribui para adiar os processos inflamatórios naturais do envelhecimento, portanto, ajuda a manter o corpo jovem por mais tempo.
  A produção do milho-verde agrega valor, permitindo o uso de mão-de-obra familiar, movimentando o comércio e a indústria caseira. É uma atividade quase que exclusiva de pequenos e médios agricultores. Atualmente, as principais características exigidas pelo mercado para o milho verde são: grãos dentados amarelos, grãos uniformes, espigas longas e cilíndricas (espigas maiores que 15 cm de comprimento e 3 cm de diâmetro), sabugo fino e claro, boa granação, pericarpo delicado e bom empalhamento (espigas bem empalhadas de coloração verde intensa), boa produtividade, alta capacidade de produção de massa e baixa produção de bagaço e tolerância às principais pragas e doenças.
Escolha correta da área e análise do solo
   Recomendam-se áreas não cultivadas com espécies da mesma família botânica (poáceas) nos últimos anos. Solos de textura média, com teores de argila em torno de 30-35% ou mesmo argilosos, com boa estrutura que possibilitam adequada drenagem apresentam boa capacidade de retenção de água e de nutrientes disponíveis às plantas, são os mais recomendados para a cultura do milho. Os solos arenosos (teor de argila inferior a 15%) devem ser evitados, devido à sua baixa capacidade de retenção de água e nutrientes disponíveis às plantas.Preferencialmente, devem-se utilizar solos leves e profundos, com mais de 3,5% de matéria orgânica e com boa drenagem. A análise do solo deve ser feita com antecedência para conhecimento da fertilidade e acidez do solo. Com base nessa análise, o técnico do município poderá fazer a recomendação adequada da acidez do solo e adubação orgânica.

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